Nem tudo o que vem…

Nem tudo o que vem
vem por acaso.

Por acaso mudaram os dias,
os dias que findavam cedo,
cedo no silêncio das palavras,
palavras que anseiam liberdade,
liberdade para dialogar mais tempo,
tempo que urge do ontem para o hoje,
hoje que é um degrau para amanhã.

Amanhã é um caminho longo,
longo para deixar escorrer a luz,
a luz que preenche o vazio,
o vazio das dúvidas que me habitam,
que me habitam e perseguem na incerteza,
incerteza que tantas vezes estilhaça,
sem saber se é o momento
de deitar para fora
o que está dentro de mim.

4 thoughts on “Nem tudo o que vem…

  1. Fernanda, todo o momento é tempo de deitar para fora o que está dentro de nós, seja o que é realmente importante e nos fará crescer… seja o que não interessa e só nos atrapalha nesta caminhada.
    O tempo passa demasiado rápido…
    Poema profundo.🤍

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    • É verdade… e nessa verdade o tempo vai passando e às vezes só depois percebemos o que devia ter sido dito ou libertado.
      Talvez escrever seja também uma forma de ir fazendo esse caminho.
      Obrigada, Dulce, gostei muito das suas palavras 🦋

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