
Sinto uma sombra,
como um ranger surdo,
sob o teto do meu corpo.
Um frio intermitente
pousa dentro das minhas veias,
e as mãos batalham
já um pouco engelhadas,
enquanto o olhar se mantém quente
agachado por entre a memória,
sim, a memória
que aconchegava os nossos dias,
não de tristeza,
mas de inverno…








