Solidão

campoDa janela do meu quarto
Vejo os campos em flor
As árvores a crescer
O entristecer do entardecer
Quando o sol teima em desaparecer.
Da janela do meu quarto
Sinto uma réstia de luz a entrar
Num corpo sonâmbulo a vaguear
Entre o crepúsculo e o falso acordar.
Tudo se perde na escuridão da noite
Da janela do meu quarto
Já não vejo as árvores e os campos em flor
Apenas um vazio que ecoa a dor
Num silêncio e escuro perturbador.
Fecho os olhos e alimento a ilusão
De não sentir a presença da solidão
A sombra que a tua ausência deixa mim
Impaciente para que esta noite chegue ao fim.

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