
Lembras-te…
Do sorriso que embriagava o teu riso, tantas vezes aparecia de improviso, a gargalhada que enfeitava o meu rosto… como os nossos braços abraçavam o tempo que passava, sem pressa, cúmplice do nosso tempo, onde repousávamos os corpos e saboreávamos os beijos entre os desejos que ponhamos a amadurecer, sempre que íamos ver o sol-posto ao entardecer.
Lembras-te?
Como era fácil rodopiar com o vento e voar na sua liberdade.
Já não encontro mais esse tempo, terá fugido de mim?
Todos os meus espaços estão agora ocupados, até o riso parece ter perdido o juízo, esconde-se deprimido.
Olho para o tempo e já não o reconheço… é como se caminhasse do avesso.
Será que o vento mudou de direção ou simplesmente se tornou travesso à cumplicidade do nosso coração…
Será?
Que bonito, Fernanda. O vento, parece, segue apenas direções aleatórias — Edward Lorenz dizia isso.
Abraços para ti,
P.
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Muito obrigada pela presença e pela citação!
Diria que a nossa direção segue os ventos do nosso coração…
Boa noite!
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Os ventos…Sempre os ventos e seus movimentos…eu sempre observo a direção deles aqui…quando balançam as folhas do meu coqueiro. É linda a sua poesia “Será”
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Muito obrigada! Grata por ter apreciado.
Com um sopro de carinho…
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Lindo Fernanda!
Entre tempos e ventos, a vida vive-se…doí…acalenta…alegra….foge……
Ela não sabe ser de outra maneira…
Adorei esta prosa cheia de poesia e sentimento!
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Obrigada Dulce! Gostei muito da sua abordagem ao sopro que é a vida!
Desejo-lhe uma Boa noite.
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