
Se o outono soubesse
que o meu coração entristece,
tal como o dia escurece
e que o meu corpo rodopia
tal como o vento assobia,
talvez o outono quisesse
levar-me como uma folha
num voo que só ele conhece.
Se o outono soubesse
que a minha alma engrandece
sempre que o sol aparece,
e que a minha pele floresce
tal como a vida cresce,
talvez o outono pudesse
despir o olhar que esmorece
reavivar a memória que envelhece.
Entrego-me ao outono
como se ele soubesse
de mim… Talvez
A natureza entende…quem a entende! Este poema é um belo voo pelo Outono!
Uma boa semana, Fernanda, mesmo com chuva e vento !
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E que neste voo seja possível viver a plenitude do outono e da natureza.
Obrigada, Dulce!
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Me parece que você sabe do outono…
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Sabemos todos quando vivemos e exploramos o melhor de cada estação… Obrigada por entrar e comentar o meu Outono.
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