
E das tantas vezes que abri a porta
Nunca o dia me atraiçoou com sua cor
Hoje balbuciou a tristeza de uma noite morta
Atingida por um pesadelo preso na dor.
Descortinou o tom acinzentado do céu
Assim que o relógio bateu na madrugada
Depressa estendeu a cor da manhã como um véu
Deu ao dia a rotina por todos nós esperada.
As horas percorriam o mesmo caminho
As cores assentavam no mesmo lugar
O dia ensoalheirou, mas suspirava sozinho
O quanto desejava poder a noite abraçar.
Vestem a cumplicidade de uma amizade
Exposta entre o amanhecer e o anoitecer
Entregam-se sem quebrar a liberdade
De dar aos anos, aos meses e aos dias, ser.
Nem sempre o dia é de alegria,
Mas felicita-nos com a sua companhia
Todos os dias se abre para o dia!
Que lindo Fernanda💕
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O meu dia agradece com um grande sorriso!
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As horas fazem os dias… nem sempre de alegria como a Fernanda tão bem diz.
Mas cada dia é sempre único e para agradecer, mesmo que tristonho, mesmo que acinzentado, mesmo que rotineiro e aparentemente sem nada de novo.
Mais do que nunca, que haja sempre “portas abertas ao dia” e energias positivas como a deste poema!
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Concordo com a Dulce! Logo que a porta se abre devemos receber o dia com um sorriso e olhar para tudo o que ele nos oferece, que é tanto!
Gostei muito das suas palavras, obrigada, Dulce!
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Belíssimo… Palavras leves para que os dias abram suas portas a todos…
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E os dias não se esquecem de ninguém, por vezes somos nós que nos esquecemos de agradecer o facto de ele nos abrir a porta todos os dias!
Obrigada, Estevam.
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💐🌹😘
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