
Não sei se são viagens
Estes percursos que faço
Ou se são paragens
Momentos que desfaço
Ao tricotar pensamentos,
Criando, por vezes, um emaranhado de fios
Que se fixam na memória
Numa teia que bloqueia
Não só a passagem da luz
Como afastam o silêncio
Esse ponto que nos conduz
Vivos pela vida.
Não sei se são viagens que faço
Por todos os momentos que passo,
Mas neste costurar de pensamentos
Há sempre fios que se soltam
Talvez sejam atalhos
A unir a razão e a emoção
Ou simplesmente pontos de abrigo
Para albergar o coração.
Lindo e reflexivo poema para iniciar a semana.
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Obrigada Estevam.
Uma boa semana com a leveza da poesia!
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Espetáculo
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Olá Alda,
É com satisfação que recebo o seu comentário.
Muito obrigada 🌷
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Um poema encantador, Fernanda! Gosto imenso!🤍🤍
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Muito obrigada, Dulce.
Fico sempre feliz quando a mensagem é bem recebida 🌷.
Uma boa noite!
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Uma vez li em um livro que é possível estar em estado meditativo com os olhos abertos, por exemplo caminhando lentamente, lavando a louça e porque não tricotando entre os fios? Não é? São momentos em que estamos concentrados no que estamos fazendo… e ao contrário do que muita gente pensa, a meditação é feita em um estado de relaxamento mas exige muita concentração. Então entre o seu momento de concentração entre os fios você foi costurando os pensamentos…..😀 Pode ou não ser isso, sua poesia me colocou a refletir. Abraços
Catarina
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A poesia tem esse dom… Esvoaça e abraça diferentes pontos de pensamento!
Não há pontos certos ou errados quando são verdadeiramente sentidos ou costurados quer seja na mente ou no coração.
Gostei da sua reflexão 💙
Um abraço de boa noite, Carolina!
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Oi Fernanda, eu espero que estejas bem e gostes da publicação. Este poema foi especial pra mim. Beijos.
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Olá Miriam!
Gostei muito da publicação, obrigada!
Fiquei igualmente satisfeita ao saber que, de alguma forma, os fios deste poema a prenderam a um sentimento especial.
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