
E, depois, veio o vento,
a poeira assentou.
E, depois, vieste tu,
o vento voou.
Ficámos sós!
Olhei-te,
tu vieste ao encontro do meu olhar.
Os corpos tinham pressa,
queriam chegar a algum lugar.
Entre o desejo e o silêncio
estávamos nós…
Arrastávamos a bagagem
à procura do caminho
onde nos pudéssemos arrumar,
onde despíssemos o avesso dos dias,
esses dias difíceis de respirar.
Ficámos sós!
Cobrimos as mãos frias
com as réstias das palavras
que trazíamos na voz
e ficámos sós
entre nós!
Muito bonito, Fernanda!🧡
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Muito obrigada, Dulce!
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Que poema lindo e profundo! “Entre Nós” traz com profundidade a complexa e necessária relação humana. “Ficamos sós” desperta aquela sensação gostosa de intimidade consigo mesmo e, por que não, com outra pessoa. Não sei você, mas esse é meu drama particular: gostar da solidão e, ao mesmo tempo, querer estar mergulhado na complicada e deliciosa relação humana. Que esse “vento” nos traga para 2025 muitas relações saudáveis e promissoras. Que nossa vulnerabilidade, intimidade e desejo, que se revelam em cada verso, encontrem um lugar de pertencimento e se realizem plenamente. Realmente inspirador!
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Gostei muito das palavras escritas!
E entre nós, fico bastante satisfeita que tenha apreciado a profundidade deste meu sentir.
Obrigada!
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Da língua, tiro um braço
O outro sai no compasso —
Faz sentido, este abraço?
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Um abraço faz sempre sentido!
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Que lindeza de poesia!
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Olá Estevam,
Fico feliz que tenha gostado !
Muito obrigada.
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Beautiful poem! Desire and silent both worked together 💞
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Thank you só much!
I am grateful for the words 🩷
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😊
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Que leveza, tão bom de ler, belo! – Fecho os olhos
e o mundo dissolve-se.
Fica o silêncio
como quem acaricia o escuro,
como quem encontra no nada
o tudo que faltava.
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Fico feliz que tenha apreciado, as suas palavras são igualmente muito bonitas!
Obrigada pela visita e muitos momentos poéticos.
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