
Para ti, mãe,
que gostavas tanto da primavera…
Lembro-me de esperares pela primavera
para partires.
Talvez
quisesses levar esses dias
que nascem em silêncio
e, passo a passo,
se vestem de cores e frescos odores.
Lembro-me de esperares pela primavera
para partires.
Talvez
para que as nossas lágrimas
fossem rega para as flores do teu jardim.
Como tu gostavas da primavera,
de mexer a terra e dela colher amor,
amor que semeavas com sabedoria
e simplicidade…
Relembro-te,
entre a saudade que dói,
e a saudade que se veste de vaidade
ao falar de ti…
e ao sentir que vives
em todas as minhas primaveras.
Para sempre,
a tua menina.
A minha sabia o nome de todas as flores. Também adorava a primavera e era uma alma primaveril. Pouco tempo antes da grande viagem disse-me que ainda se sentia menina….
Talvez sejamos meninas…. para toda a vida!🤍
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Que bonita partilha, Dulce 🤍
São memórias que ficam para a vida, talvez como as “meninas” vão ficando, independentemente dos anos que passam… é colo e raiz que, mesmo depois de findar fisicamente, fica guardado em todas as primaveras.
🌼🌼🌼
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Lindo! Emocionalmente, maternal e filial!
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Muito obrigada, Estevam.
É uma ligação que permanece… fico feliz por ter sido sentida desse lado.
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As mães fazem de nós eternas meninas, na nossa memória são sempre tudo o que expressa o seu lindo poema: amor, ternura, aconchego, colo. Também a minha, como a vossa, tinha pelas flores uma intensa e admirável paixão. 🤍🌼
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As mães deixam memórias eternas e ficam em tudo o que nos ensinaram a amar, como a delicadeza e a simplicidade das flores… Só o amor nos permite guardar estes momentos. Obrigada, Antónia, por partilhar um deles 🤍🤍
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