
Dorme a madrugada
não sei se nua
ou orvalhada
não sei se é pela escuridão
ou pela sombra
sinto a madrugada
tatear tudo o quanto existe.
Irrompe dela não o silêncio
mas sim,
talvez no silêncio
o despertar de uma voz
o amanhecer de um rosto
um cheiro a palavras
acabadas de acordar.
O dia guarda-as
dentro de um livro desdobrado
à espera de ser sussurrado…
Eu sempre fico sem palavras. Maravilhosa poesia, Fernanda. Um grande abraço.
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O Fernando tem o dom das palavras e uma grande sensibilidade.
Fico feliz por ter apreciado este poema.
Uma boa noite e um abraço! ✨
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Que magnifico dom esse de nos tocar e acordar os sentidos com tão belas palavras. Lindo o seu poema, Fernanda.
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