
Esqueci-me de mim,
estou à deriva.
Sou empurrada pelo coração
que bate para não ficar órfão.
Não quer ser levado pela maré,
nem deixar o meu corpo afogar
entre as margens.
Sem rumo,
sente medo de ter de aprender
a viver dentro de outro ser.
Não me deixa partir.
Segura-me entre as suas veias
até a minha pele voltar a acordar
e eu,
de mim, me lembrar…
Cuide-se…
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