
A tristeza saiu sem demora.
Decretado o fim da sua pena,
foi embora.
Estava livre,
mas, mesmo em liberdade,
arrastou o rosto pesado,
cambaleando sem destino,
até se deixar cair
por aí, em qualquer lado…
A cela ficou despida,
comprometida
em receber uma nova reclusa,
talvez menos intrusa.
Quem sabe a alegria,
tantas vezes mal-entendida,
pela ousadia que veste
ou pelo olhar que contagia.
Terá sido condenada
por ousar rir,
ou por viver
onde ninguém a percebia.
Prenderam as emoções.
Alguém compreenderá as razões?
Continuo sempre a surpreender-me com a forma como consegues dar corpo e imagem ao intangível, belíssimo poema Fernanda!
GostarLiked by 1 person
Obrigada, Irina. 🤍
É um gosto usar as palavras para dar vida ao que é invisível.
E é muito gratificante saber que esse sentimento é recebido e percebido dessa forma.
Boa semana!
GostarGostar
A maioria das pessoas prendem as emoções para não ter que lidar com elas… não é fácil, mas acho que, em algum momento, elas escapam e pronto, ou a gente sente ou definha. Belo poema.
GostarGostar