
Havia na memória do meu rosto
uma seara de trigo
onde o meu cabelo
se entrelaçava,
corria reluzente
entre os raios de sol
que o pintavam de dourado.
Olho-me agora ao espelho
sem apagar a memória do meu rosto.
Vejo fios brancos de linho
plantados
pelos campos que amadureceram
e encontro, na rebeldia de outros tempos,
a serenidade dos meus cabelos
livres e repousados.
Meu Deus, Fernanda! Cada verso é de uma beleza e sentido infinitos. A última parte é simplesmente mágica e não sei mais o que dizer. O meu profundo abraço de admiração.
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Muito obrigada Fernando por sentir o poema desta forma tão singular e bonita!
Envio um forte abraço de volta.
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Na serenidade de um rosto todos os fios são belos!
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É verdade, Dulce.! A beleza também mora naquilo que o tempo transforma, desde que a saibamos apreciar 🤍
Uma boa noite!
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Que poema tão bonito e a fazer-me tanto sentido. Os fios brancos vão ganhando espaço num espaço habituado aos castanhos e eu a aprender a admirá-los, afinal, são parte de mim. 💝
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É uma aprendizagem acolher as marcas do tempo como parte de quem somos.
Fico feliz por a Antónia se identificar, de alguma forma, com a minha partilha neste poema 💖
Continuação de uma boa semana🌼
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Lindas imagens me trouxe esse poema!!!
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