Identidade

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Sem sentido nas palavras
Sem rumor de movimento
Dou comigo deslumbrada
No meio da encruzilhada
Por cada rima pronunciada.
Perdida no meu labirinto
Nas amarras que encontro em cada verso
Fascinada neste mundo faminto
Aos poemas que me prendem a este universo.
Com identidade suspeita
Por não pertencer a nenhuma seita
Rendo-me à arte de criar em liberdade
De dar asas a esta minha vontade
Que foge para além da realidade.
Algo voa intensamente no meu pensamento
Sinto cada palavra como um momento
Agarro no papel com afinco e alento
E transporto de dentro para fora de mim
A voz que habita na minha essência.
Mostro o espelhar da minha alma
A moldura da minha aparência
O silêncio dos poemas que acalma
E ilumina a minha existência.