Tocam os sinos!

Ouves?
São os sinos!
Tocam no coração
chamam o amor,
apelam à união!

A praça está cheia de luzes
mas ainda há rostos apagados,
tristes e desencontrados.
Que a luz seja o caminho
no silêncio que abraça a noite,
haja conforto e carinho
e todos encontrem um lugar
onde se sintam amados.

São os sinos!
Tocam no coração
chamam o amor,
apelam à união!
Ouves?

… Entre nós …

E, depois, veio o vento,
a poeira assentou.
E, depois, vieste tu,
o vento voou.

Ficámos sós!
Olhei-te,
tu vieste ao encontro do meu olhar.
Os corpos tinham pressa,
queriam chegar a algum lugar.

Entre o desejo e o silêncio
estávamos nós…

Arrastávamos a bagagem
à procura do caminho
onde nos pudéssemos arrumar,
onde despíssemos o avesso dos dias,
esses dias difíceis de respirar.

Ficámos sós!
Cobrimos as mãos frias
com as réstias das palavras
que trazíamos na voz
e ficámos sós
entre nós!