
Acordei os sonhos
entreguei-os ao amanhecer
convidei-os a sentir o aroma da vida,
o sabor de viver.
Quando voltaram a recolher
sentiram insónias,
vontade de ver o dia nascer…

Será verdade
que temos a memória
talhada de pedaços,
a pele carregada
como uma silhueta de estilhaços?
E o corpo vagueia
num corredor de mentiras,
entre lapsos de tempo,
corrosão de cansaços,
lágrimas escondidas,
palavras perdidas,
horas fugidas
e promessas quebradas.
Será verdade?