No presente dos presentes

E assim desfilaram os meses
neste ano a terminar,
abraçamos o Natal
e damos ao coração motivos para festejar.



Tocam os sinos
erguem-se as palavras
une-se o tempo,
a poesia acontece
entre gestos e reflexão,
no presente dos presentes
na saudade pelos ausentes.

Vivemos o amor
na união pela união,
desembrulhamos o que há de melhor,
saboreamos o ser de cada ser
nesta época especial,
celebramos o Natal.

De lugar em lugar

Quando as palavras não saem
são as lágrimas que caem
só o silêncio me consegue ouvir
e só o coração me pede para não desistir.

Há dias em que o tempo não está para sorrir.
Perco o alcance do que tinha alcançado,
procuro-me para me voltar a encontrar.

…E nesta viagem,
poemas melhores hão de vir.
Acredito que as palavras nem sempre me traem
e o tempo é uma constante.
Liberto-me de lugar em lugar.

O último a chegar

Chegou dezembro
coberto de frio
adivinhando o inverno
no alto do seu ar pomposo
não se sentindo menos majestoso
por ser o último a chegar.

Traz o aconchego do lar
abraça histórias do ano prestes a findar
sem tristeza de ver as folhas caindo
abre espaço para ver a família reunindo.

São dias vestidos de luz e união
dezembro completa-se com muito amor no coração.

…Rodopiando…

Saboreio o brilho do teu olhar
a rodopiar no meu sorriso
a magia que se estende no meu rosto
coberto de ingenuidade
ao entregar-se de improviso.

Enquanto isso, o meu corpo vagueia
entre o retrato de menina e mulher
e tropeça na suavidade das palavras
ditas pelo cruzar do nosso andar.

Gosto de te ver quando me vês
e de sentir a nudez do teu olhar
a penetrar na minha timidez…