
Neste sopro de vento
Entre o pulsar do pensamento
E o sangue que nos corre nas veias
Esvoaçamos como semente
Agarrados às voltas da terra
No tecer dos dias
Tantas vezes sem destino
Desfiando o novelo do tempo
Esticando o fio da nossa existência
Movidos pela construção do ser
Sem saber se vamos caber
Nesta vida que nos viu nascer.