Simplicidades…

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E o silêncio trouxe
o murmúrio do mar,
o tanto que ele quer segredar
enquanto passa o tempo,
a ir e a voltar,
como se estivesse ainda a despertar.

A manhã nasce neste silêncio,
traz consigo a serenidade,
um respirar de frescura,
o abraço entre os pássaros
que afinam o chilrear,
o sorriso das flores a desabrochar,
o veludo das pétalas
como seda de uma pele prestes a tocar,
a fragrância que envolve o olhar
faminto por um beijo desejar.

Instantes que cobrem de encanto
o corpo acabado de acordar.

Entre o murmúrio do mar
e o silêncio da manhã a acontecer,
visto-me com gestos de simplicidade
Não sei mudar de moldura,
é este o ser do meu ser.

Abrir a porta ao dia !

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E das tantas vezes que abri a porta
Nunca o dia me atraiçoou com sua cor
Hoje balbuciou a tristeza de uma noite morta
Atingida por um pesadelo preso na dor.

Descortinou o tom acinzentado do céu
Assim que o relógio bateu na madrugada
Depressa estendeu a cor da manhã como um véu
Deu ao dia a rotina por todos nós esperada.

As horas percorriam o mesmo caminho
As cores assentavam no mesmo lugar
O dia ensoalheirou, mas suspirava sozinho
O quanto desejava poder a noite abraçar.

Vestem a cumplicidade de uma amizade
Exposta entre o amanhecer e o anoitecer
Entregam-se sem quebrar a liberdade
De dar aos anos, aos meses e aos dias, ser.

Nem sempre o dia é de alegria,
Mas felicita-nos com a sua companhia
Todos os dias se abre para o dia!

De coração!

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Enquanto procurava a minha liberdade
O meu coração pulava de felicidade.
Sabia que tínhamos o mesmo destino,
Respirávamos a mesma paixão
Donos de uma grande emoção.

Contudo,
Por vezes, eu não lhe dava a devida atenção,
Ainda assim,
Nunca abdicou da sua dedicação
Ao viver dentro de mim,
Mostrando-me sempre a sua lealdade
Querendo que eu fosse feliz de verdade!

De coração…