A chuva cai
Toca no chão
O vento sopra
Toca nas folhas
O dia nasce
Toca na vida
O silêncio é uma melodia
Toca no coração
O olhar brilha
Toca de paixão
Entrelaçamos as mãos
Toque de perfeição…

Debruçada na vida
Neste espelho singular
Que me traz memórias vividas
Recordo palavras ditas ao luar
Desarmadas,
Em madrugadas jamais esquecidas.
Neste conjugar de pensamentos
Transporto algumas rugas na idade
Mas não faço do passado saudade
Darei ao tempo o que é do tempo
E aos meus dias contarei histórias
Que fazem a vida sorrir
Esticando o caminho de existir.

Se quiseres saber de mim
No rosto trago a essência
O corpo veste-se de aparência
Conservo na idade alguma inocência
E dou por mim a viver assim
Na simplicidade de um olhar
Não muito longe,
Num lugar fácil de encontrar
Estarei com o sol ao amanhecer
E irei com ele ver o mar ao entardecer
Se quiseres saber de mim…

Chegou como se viesse do Norte
Dentro da minha imaginação
Vinha bem apresentado e de caracter forte,
Nada fazia prever
Que as palavras que o faziam mover
Eram aquelas que eu gostava de ler.
Senti um trago a paixão
Um silêncio que mostrava o bater do coração.
Segui-lhe os passos
Com os meus sentidos um pouco perdidos
Pousados sob as rimas e os versos que entoava,
Vi o amanhecer dar lugar ao entardecer
Era um viajante com tempo no rosto
Sem pressa de recolher
Era um poema
Como eu gostava de ser!