As palavras recusaram-se a sair
Dizem que os ventos lhes roubam o sentir
E que a chuva que teima em cair
Desbota o perfume das letras.
Decidiram ficar recolhidas…

É com profunda emoção que partilho convosco o lançamento do meu primeiro livro de poesia, Essência.
Este livro – Essência: Volume I – resulta da compilação dos poemas que escrevi entre 2015 e 2019, um período marcado por descobertas, crescimento e partilha.
Cada poema conta uma história, preservando emoções e momentos que vivi. Alguns poemas refletem a plena felicidade, enquanto outros foram inspirados em momentos mais desafiantes. Inicialmente ganharam vida neste espaço digital, e agora encontram um novo lar nas páginas de um livro.
Essência representa quatro anos de criação poética: um tempo de introspeção e crescimento, de experimentar o mundo através das palavras. Transformar estes poemas em livro foi uma decisão que nasceu do carinho e do incentivo da minha família e de amigos especiais, que me apoiaram a materializar este projeto. Este livro marca um capítulo importante da minha vida, e não poderia estar mais feliz por partilhá-lo convosco.

Aos que me acompanham há anos neste espaço, o meu mais sincero agradecimento. Obrigada pelas mensagens de carinho, pelas palavras de incentivo e pela vossa presença constante ao longo do tempo.
O livro está disponível em algumas plataformas digitais, como a Amazon.es e a fnac.es, e cada exemplar carrega um pedaço da minha alma. Espero que encontre eco nos vossos corações.
A todos os que fizeram parte desta jornada, o meu mais profundo agradecimento. Este livro é a concretização de um sonho que começou há muito tempo, neste mesmo espaço.
Obrigada a todos!

Neste tecido onde sempre escrevo
Onde há folhas em branco,
Outras que rabisco e arranco,
Porque não fazem sentido,
Porque não dizem ao que vivo.
São traços de vozes
Sussurradas ao ouvido,
Momentos sem tempo,
Conversas trazidas pelo vento.
São folhas…
Folhas que agitam como nas árvores,
Folhas onde deixo tombar palavras,
Mudas,
Talvez para serem lidas,
Outras tantas para serem ouvidas.
No tecido onde escrevo,
Costuro os verbos entre as minhas mãos
E, em silêncio, vou buscar
Os versos que dormem entre as rimas
De um poema,
De um corpo,
Onde desperta o toque das palavras,
Talvez por serem aveludadas,
Talvez por serem acarinhadas.
Quem sabe…
Simplesmente amadas!