
Demorei o olhar
Nos olhares sentados
Nos bancos do jardim…
Nesses assentos de vida,
De vida respirada
Tantas vezes
Em horas aceleradas,
Pela rotina que vestia os dias.
E agora?
Nos bancos do jardim
Repousa o tempo,
O tempo enamorado nas lembranças
Que perduram no silêncio,
À espera de encontrar quem as possa escutar.
E agora?
Nos bancos do jardim,
À sombra de um corpo envelhecido
Moldado pelas dores da solidão,
Cabe o repouso de um andar cansado
Que, ao abrir os olhos, vê o passado.
Tantas vezes
Pousou o olhar nos olhares sentados
Nos bancos do jardim…
E agora?