
A chuva toca nas vidraças das janelas,
A música ecoa dentro de casa.
Embebo-me na melodia
E viajo sem bagagem,
Entre os movimentos que o corpo solta
E o acaso,
Sem qualquer compromisso,
Alheio à idade,
Afastado da rotina.
Livre,
Simplesmente a ouvir a voz,
A voz que transparece verdade,
Feminina.
As palavras vestidas com vaidade
Despertam-me.
Enquanto a chuva bate lá fora,
Danço,
A poesia que ouço,
A poesia que escrevo…
Sou mulher
Hoje e outro dia qualquer.