Desconhecida's avatar

Sobre Fernanda Leal

Retrato-me com simplicidade na forma de ser e de estar, aprecio a autenticidade de cada momento, gosto de ter sonhos e sonhar e saborear a vida de forma singular. Descrevo-me através das palavras e dos versos que partilho com prazer e dedicação.

Entre o tempo e a saudade…

Miriam Costa's avatarMasticadoresBrasil Editor: Miriam Costa & Hang Ferrero

Por: Fernanda Leal
https://wordpress.com/home/essenciadapoesia.wordpress.com

Foto por Markus Spiske em Pexels.com

E o tempo passa aceleradamente
E a saudade fica lentamente
Entre o vazio e a dor que ainda vence
Nada preenche o espaço que te pertence.

Somos feitos de vida para a vida
Remendo os dias para saciar a tua partida
Tantas vezes o corpo é uma colorida fachada
De uma sombria tristeza albergada.

Não há palavras que curem uma despedida
Há momentos que cicatrizam a ferida
A raiz do nosso amor não deixará de crescer
Para mim o teu sorriso jamais irá falecer!

View original post

Talvez por ser outono…

Há dias em que as palavras não saem

Fecham-se dentro de mim

O silêncio atravessa as paredes da casa

E aloja-se no coração

Soa um vazio estranho

Uma espécie de solidão,

Talvez por ser outono

O corpo se agasalhe da chuva e do frio

E entre em estado de hibernação,

Neste fechar de tempo

Onde as palavras e as horas me traem

As folhas vagueiam soltas

Despidas,

E os poemas ficam ao abandono,

Talvez por ser outono…

Entre o tempo e a saudade

E o tempo passa aceleradamente

E a saudade fica lentamente

Entre o vazio e a dor que ainda vence

Nada preenche o espaço que te pertence.


Somos feitos de vida para a vida

Remendo os dias para saciar a tua partida

Tantas vezes o corpo é uma colorida fachada

De uma sombria tristeza albergada.


Não há palavras que curem uma despedida

Há momentos que cicatrizam a ferida

A raiz do nosso amor não deixará de crescer

Para mim o teu sorriso jamais irá falecer.


Para ti,

Querido irmão.

Interrogações

Interrogo-me constantemente

Ao ponto de não existirem pontos

Nem linhas tecidas em afirmações

Apenas interrogações

Incertezas,

Tendo, porém, consciência

De ter presente tantas emoções

Que dão lustro à minha vivência

Na certeza de me quererem mostrar

Que não passam de contradições…

…Entre as colinas…

São as cores da terra a tocar o céu

O sol a despir o véu

Para descer a encosta e pintar o vinho

Que lhe dará cor e nome

Enquanto o vento acena os barcos que passeiam no rio

Só os pássaros quebram o silêncio

E o olhar descansa

No corpo que já se deixou embalar

Nesta paisagem que mais parece uma moldura

Que até o pensamento transfigura

No tempo que se sente pausar

Tal é o ponto de pureza

Presente na beleza

Onde nos sentimos repousar

…Douro…

Obrigada, julho!

Querido Julho,

Sei que estás prestes a terminar, mas antes que nos mostres o teu fim, abraço-te com um sorriso e confidencio-te que serás sempre parte de mim. Temos feito o caminho juntos, ano após ano, colhendo na quietude dos afetos a luz que nos ilumina o coração e faz pulsar a beleza da vida.

Obrigada por me ofereceres este dia e me teres acolhido no teu mês.

Hoje vincamos a cumplicidade e recebemos com a felicidade estampada no olhar o quadragésimo sétimo aniversário. É dia de festejar e saborear este presente de vida.

Obrigada, Julho!

Um beijo

Sabias que…

Sabias que…

O meu coração ainda transpira de saudade

E a minha pele bate acelerada

Quando sinto o teu olhar abrir o meu na madrugada


Sabias que….

O meu corpo acorda devagar

Em silencio para ver o teu chegar

Cobrindo-te de amor a cada despertar


Sabias que…

Guardo-te no sossego das palavras

Escrevo o amor em cartas enamoradas

Tantas vezes desfolho letras perfumadas


Sabias que…

Por vezes não caibo em mim

Desnudo-me assim…

Partir ou Chegar

Não sei se é tempo de partir ou de chegar

Simplesmente acompanho o horizonte

Seguindo os dias

E hoje subo ao alto da montanha

Na tentativa de arrumar os pensamentos

Disfarçadamente o corpo torna-se leve

E a mente parece uma sombra pintada pelo sol

Crio a ilusão do silêncio ser a única porta

Por onde o corpo possa voltar.