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Sobre Fernanda Leal

Retrato-me com simplicidade na forma de ser e de estar, aprecio a autenticidade de cada momento, gosto de ter sonhos e sonhar e saborear a vida de forma singular. Descrevo-me através das palavras e dos versos que partilho com prazer e dedicação.

De coração!

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Enquanto procurava a minha liberdade
O meu coração pulava de felicidade.
Sabia que tínhamos o mesmo destino,
Respirávamos a mesma paixão
Donos de uma grande emoção.

Contudo,
Por vezes, eu não lhe dava a devida atenção,
Ainda assim,
Nunca abdicou da sua dedicação
Ao viver dentro de mim,
Mostrando-me sempre a sua lealdade
Querendo que eu fosse feliz de verdade!

De coração…

… Hoje tenho tempo…

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… Porque hoje tenho tempo
Vou passear o olhar
Naquele livro que arrumei
Sem a leitura findar…

… Porque hoje tenho tempo
Vou sorrir e reviver
A amizade e os momentos bem passados
Naqueles retratos guardados…

… Porque hoje tenho tempo
Vou sentir o respirar das flores
Cuidar dos seus canteiros
Absorver a beleza e os seus odores…

Como hoje tenho tempo
Vou abrir a minha caixa de pandora
Contar-te segredos e histórias
Porque nunca tive tempo até agora…

… Porque hoje tenho tempo
Vou gastar minutos para te telefonar
Escutar os teus desabafos
Sem ter pressa para desligar…

… Porque hoje tenho tempo
Vou abraçar a melodia
Que me faz rodopiar a alma
Me toca e me enche de alegria…

Como hoje tenho tempo
Vou abrir a janela para o sol entrar
Deixar o corpo simplesmente relaxar
Com tempo para este tempo apreciar…

 

Parte Incerta…

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São palavras que escondem palavras
Em livros comidos pela traça
Poemas que mudaram de lugar
Versos esquecidos que tiveram que se ausentar
Todos partiram para parte incerta
Levando apenas a solidão
Nada tendo para os acompanhar.
Já não há eco de leitura
Nem paisagens de bravura
Os contos perderam-se das histórias
O tempo suspendeu as memórias
Ninguém bate à porta de ninguém
O medo abraçou esta textura
O olhar fugiu e deixou-se cegar
Enterrou-se nesta loucura.

Vem, Primavera…

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Vem, Primavera
Traz contigo a liberdade
A poesia e a saudade,
Não deixes nunca de sonhar
Ainda que o sol esteja a adiar
A sua estadia não deve tardar.

Vem, Primavera
Quero sentir o teu colo em meu redor
Colher os teus poemas de amor
Voar de céu em céu com os pássaros no olhar
Ouvir o que o tempo tem para contar
Deixar as tuas cores a minha vida pintar.

Vem, Primavera!

Entre a noite e o dia

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A noite roubou-me o dia
O sono perdeu-se no escuro
O meu corpo deambula e fantasia
Mostra-se no seu estado mais puro.

O quarto cheira a sonhos acabados de entrar
O coração fecha-se e finge adormecer
As palavras recolhem e param de conversar
O amor penetra na noite até amanhecer.

Ergue-se a madrugada de rosto lavado
A janela abre-se para acolher o sorriso do dia
As insónias vincaram um retrato ensonado
Mas o corpo desperta e veste-se de ousadia.

… A noite devolveu-me o dia…

A vida do dia …

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O dia abriu-se à vida
Vestiu-se de sol e de tempo
Percorreu sem pressa,
A esquina que cruza com a rotina
O lugar onde os passos se exprimem
Marcam a vontade de recomeçar
De acolher a vida deste novo despertar.

A vida estende-se ao dia
De aparência doce e serena
Inquilina de constante sabedoria
Caminha sob um batimento constante
Carrega a leveza de viver cada instante
Com as cores que definem o olhar
Com os gestos que mexem cada acordar.

O meu olhar

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Levei o meu olhar até ao mar
Deixei a água entrar na minha pele
Navegar em todas as frestas
E o meu corpo salgar,
Como se fosse um manto de espuma
Onde o mar se vem enrolar
E mergulhar em mim…

Ao ver a imensidão do mar
O olhar fechou os olhos
Pensou na liberdade de voar
De levar no aconchego do regaço
As palavras à deriva no pensamento
Entre a voz que silencia o momento
Neste mar que habita em mim…