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Sobre Fernanda Leal

Retrato-me com simplicidade na forma de ser e de estar, aprecio a autenticidade de cada momento, gosto de ter sonhos e sonhar e saborear a vida de forma singular. Descrevo-me através das palavras e dos versos que partilho com prazer e dedicação.

Essência – Um livro!

É com profunda emoção que partilho convosco o lançamento do meu primeiro livro de poesia, Essência.
Este livro – Essência: Volume I – resulta da compilação dos poemas que escrevi entre 2015 e 2019, um período marcado por descobertas, crescimento e partilha.

Cada poema conta uma história, preservando emoções e momentos que vivi. Alguns poemas refletem a plena felicidade, enquanto outros foram inspirados em momentos mais desafiantes. Inicialmente ganharam vida neste espaço digital, e agora encontram um novo lar nas páginas de um livro.

Essência representa quatro anos de criação poética: um tempo de introspeção e crescimento, de experimentar o mundo através das palavras. Transformar estes poemas em livro foi uma decisão que nasceu do carinho e do incentivo da minha família e de amigos especiais, que me apoiaram a materializar este projeto. Este livro marca um capítulo importante da minha vida, e não poderia estar mais feliz por partilhá-lo convosco.

Aos que me acompanham há anos neste espaço, o meu mais sincero agradecimento. Obrigada pelas mensagens de carinho, pelas palavras de incentivo e pela vossa presença constante ao longo do tempo.

O livro está disponível em algumas plataformas digitais, como a Amazon.es e a fnac.es, e cada exemplar carrega um pedaço da minha alma. Espero que encontre eco nos vossos corações.

A todos os que fizeram parte desta jornada, o meu mais profundo agradecimento. Este livro é a concretização de um sonho que começou há muito tempo, neste mesmo espaço.

Obrigada a todos!

No tecido das palavras

Neste tecido onde sempre escrevo

Onde há folhas em branco,

Outras que rabisco e arranco,

Porque não fazem sentido,

Porque não dizem ao que vivo.

São traços de vozes

Sussurradas ao ouvido,

Momentos sem tempo,

Conversas trazidas pelo vento.

São folhas…

Folhas que agitam como nas árvores,

Folhas onde deixo tombar palavras,

Mudas,

Talvez para serem lidas,

Outras tantas para serem ouvidas.

No tecido onde escrevo,

Costuro os verbos entre as minhas mãos

E, em silêncio, vou buscar

Os versos que dormem entre as rimas

De um poema,

De um corpo,

Onde desperta o toque das palavras,

Talvez por serem aveludadas,

Talvez por serem acarinhadas.

Quem sabe…

Simplesmente amadas!

Tocam os sinos!

Ouves?

São os sinos!

Tocam no coração

Chamam o amor,

Apelam à união!


A praça está cheia de luzes

Mas ainda há rostos apagados,

Tristes e desencontrados.

Que a luz seja o caminho

No silêncio que abraça a noite,

Haja conforto e carinho

E todos encontrem um lugar

Onde se sintam amados.



São os sinos!

Tocam no coração

Chamam o amor,

Apelam à união!

Ouves?

… Entre nós …

E, depois, veio o vento

A poeira assentou.

E, depois, vieste tu

O vento voou.

Ficámos sós!

Olhei-te,

Tu vieste ao encontro do meu olhar.

Os corpos tinham pressa

Queriam chegar a algum lugar.

Entre o desejo e o silêncio

Estávamos nós…

Arrastávamos a bagagem

À procura do caminho

Onde nos pudéssemos arrumar,

Onde despíssemos o avesso dos dias,

Esses dias difíceis de respirar.

Ficámos sós!

Cobrimos as mãos frias

Com as réstias das palavras

Que trazíamos na voz,

E ficámos sós

Entre nós!

No voo da Saudade

Sinto um vazio,

Um vazio partido

Em silêncio.

Um silêncio que esconde

A luz.

A luz que vive na escuridão

da saudade.

A saudade que cresce com o tempo,

Esse tempo que te levou,

Mas não te afastou de mim.

O meu amor por ti ainda vive

Como um voo que pousou,

Até o meu voo ter fim…



Para ti,

Meu querido irmão.

Silhueta de domingo

Silhueta de domingo

Embalada pelo mar,

O meu olhar naufraga

Nos teus passos asseados

Quando te vejo passar…

Não há sombra no teu caminho,

Trazes luz

Que se estende ao horizonte

Até o sol parece brilhar mais.

Só eu, neste silêncio ondulado

Onde permaneço afundado,

Querendo um dia ser cais

De todos os teus domingos…

… O caminho do olhar…

A tarde ficou calada

Só a chuva, que vai caindo,

Preenche o vazio do silêncio.

E eu, aqui sentada,

Sinto que o olhar já continuou caminho,

Não se deixa repousar

Nem se entrega ao abandono do corpo,

Veste bem as horas

Não é a chuva que vai caindo

Que lhe desbota o brilhar!