
Neste lugar habitado
Num tempo constante
Jamais adiado,
Ouço a voz da terra
Firme,
Como quem comanda a vida
E rasga o caminho
Passada a passada,
Murmurando silêncios
Num rumo apressado
Sem nunca deixar o corpo tombar
Pelas horas de cansaço
Neste tempo inconstante
Por vezes desabitado
Que parece estar sempre atrasado.
Ouço a voz da terra
Presente na raiz da vida…