
Sempre que me ouvires falar
as minhas mãos estarão abertas
estendidas às palavras,
porque nem sempre sei dizer
o que está dentro de mim
e muitas vezes sinto o olhar a calar,
o fervilhar das emoções,
a nudez que me veste a pele
letra a letra,
a embriaguez dos sentidos
acentua-se nas sílabas
e prende o meu desabrochar,
sempre que me ouço falar…