Amanhecer em guerra

O dia amanheceu

Perdido no escuro

Por entre os estilhaços

Que a noite devolveu.


O dia amanheceu

Com a contagem sangrenta

Dos rostos fardados

Que o mundo perdeu.


O dia amanheceu

Com o ruído das balas

Trazidas pela cegueira

De alguém que enlouqueceu.


O dia amanheceu

Com medo de ser perseguido

Para combater numa guerra

Que não é sua e não a escolheu.


O dia morreu.

Essência – Um livro!

É com profunda emoção que partilho convosco o lançamento do meu primeiro livro de poesia, Essência.
Este livro – Essência: Volume I – resulta da compilação dos poemas que escrevi entre 2015 e 2019, um período marcado por descobertas, crescimento e partilha.

Cada poema conta uma história, preservando emoções e momentos que vivi. Alguns poemas refletem a plena felicidade, enquanto outros foram inspirados em momentos mais desafiantes. Inicialmente ganharam vida neste espaço digital, e agora encontram um novo lar nas páginas de um livro.

Essência representa quatro anos de criação poética: um tempo de introspeção e crescimento, de experimentar o mundo através das palavras. Transformar estes poemas em livro foi uma decisão que nasceu do carinho e do incentivo da minha família e de amigos especiais, que me apoiaram a materializar este projeto. Este livro marca um capítulo importante da minha vida, e não poderia estar mais feliz por partilhá-lo convosco.

Aos que me acompanham há anos neste espaço, o meu mais sincero agradecimento. Obrigada pelas mensagens de carinho, pelas palavras de incentivo e pela vossa presença constante ao longo do tempo.

O livro está disponível em algumas plataformas digitais, como a Amazon.es e a fnac.es, e cada exemplar carrega um pedaço da minha alma. Espero que encontre eco nos vossos corações.

A todos os que fizeram parte desta jornada, o meu mais profundo agradecimento. Este livro é a concretização de um sonho que começou há muito tempo, neste mesmo espaço.

Obrigada a todos!

… Entre nós …

E, depois, veio o vento

A poeira assentou.

E, depois, vieste tu

O vento voou.

Ficámos sós!

Olhei-te,

Tu vieste ao encontro do meu olhar.

Os corpos tinham pressa

Queriam chegar a algum lugar.

Entre o desejo e o silêncio

Estávamos nós…

Arrastávamos a bagagem

À procura do caminho

Onde nos pudéssemos arrumar,

Onde despíssemos o avesso dos dias,

Esses dias difíceis de respirar.

Ficámos sós!

Cobrimos as mãos frias

Com as réstias das palavras

Que trazíamos na voz,

E ficámos sós

Entre nós!

No voo da Saudade

Sinto um vazio,

Um vazio partido

Em silêncio.

Um silêncio que esconde

A luz.

A luz que vive na escuridão

da saudade.

A saudade que cresce com o tempo,

Esse tempo que te levou,

Mas não te afastou de mim.

O meu amor por ti ainda vive

Como um voo que pousou,

Até o meu voo ter fim…



Para ti,

Meu querido irmão.