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Sobre Fernanda Leal

Retrato-me com simplicidade na forma de ser e de estar, aprecio a autenticidade de cada momento, gosto de ter sonhos e sonhar e saborear a vida de forma singular. Descrevo-me através das palavras e dos versos que partilho com prazer e dedicação.

…Colher vida…

A manhã acordou cedo

Ainda um pouco resfriada

Pelo frio trazido pela madrugada

As nuvens fogem do céu

Completaram a sua jornada

É hora do sol aparecer

A terra precisa de florescer.




É tempo de largar a semente

Lavrar o caminho

Colher vida

No coração que bate

E chama pela vida da gente.

Onde mora a verdade?

Onde mora a verdade

Tantas vezes vestida de vaidade

De olhos vendados

Cercada de vertigens

Perdida na traição

De viver pela metade.




Onde mora a verdade

O caminho é feito em liberdade

Avesso à mentira

Pelo respeito que bate no peito

Com vontade de abarcar

Vidas onde possa habitar.


Onde mora a verdade?

Era para ser…

Era para ser…

Como um jardim em flor

A lua e o seu fulgor

Como as estrelas a brilhar

O vento forte a soprar.



Era para ser…

Um rosto vestido de beleza

Num andar meigo e de subtileza

Um lugar de aconchego

Onde os corpos respiram sossego.



Era para ser…

Vida na vida de alguém

Com vontade de ir longe e mais além

A tempo e com tempo de se dar

Ser casa onde o coração se deixe repousar.

Inverno

É a chuva que escorre pelo inverno

Dando aos dias uma solidão molhada

Pousa no rosto um ar frio e sombrio

Enquanto o corpo procura uma vida agasalhada

Uma luz acesa e iluminada

Onde os sonhos não deixem de crepitar

E o amor continue a habitar.

…Ainda que o inverno esteja para ficar…

Feliz Natal!

Aninha-se o amor no mesmo teto

Abre-se a porta à família a ao afeto

Há uma luz que liga as emoções

Em redor de uma mesa cheia

Estão as histórias que aquecem os corações.


É tempo de tranquilizar o tempo

De desembrulhar a vida como presente

Deixar as palavras brilhar

Dar aos sonhos espaço para esvoaçar

Olhar para o amor com vontade de amar.


Que as palavras esvoacem

E o mundo inteiro abracem…

A todos um Feliz Natal!

Entre o tempo e a saudade…

Miriam Costa's avatarMasticadoresBrasil Editor: Miriam Costa & Hang Ferrero

Por: Fernanda Leal
https://wordpress.com/home/essenciadapoesia.wordpress.com

Foto por Markus Spiske em Pexels.com

E o tempo passa aceleradamente
E a saudade fica lentamente
Entre o vazio e a dor que ainda vence
Nada preenche o espaço que te pertence.

Somos feitos de vida para a vida
Remendo os dias para saciar a tua partida
Tantas vezes o corpo é uma colorida fachada
De uma sombria tristeza albergada.

Não há palavras que curem uma despedida
Há momentos que cicatrizam a ferida
A raiz do nosso amor não deixará de crescer
Para mim o teu sorriso jamais irá falecer!

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Talvez por ser outono…

Há dias em que as palavras não saem

Fecham-se dentro de mim

O silêncio atravessa as paredes da casa

E aloja-se no coração

Soa um vazio estranho

Uma espécie de solidão,

Talvez por ser outono

O corpo se agasalhe da chuva e do frio

E entre em estado de hibernação,

Neste fechar de tempo

Onde as palavras e as horas me traem

As folhas vagueiam soltas

Despidas,

E os poemas ficam ao abandono,

Talvez por ser outono…

Entre o tempo e a saudade

E o tempo passa aceleradamente

E a saudade fica lentamente

Entre o vazio e a dor que ainda vence

Nada preenche o espaço que te pertence.


Somos feitos de vida para a vida

Remendo os dias para saciar a tua partida

Tantas vezes o corpo é uma colorida fachada

De uma sombria tristeza albergada.


Não há palavras que curem uma despedida

Há momentos que cicatrizam a ferida

A raiz do nosso amor não deixará de crescer

Para mim o teu sorriso jamais irá falecer.


Para ti,

Querido irmão.