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Sobre Fernanda Leal

Retrato-me com simplicidade na forma de ser e de estar, aprecio a autenticidade de cada momento, gosto de ter sonhos e sonhar e saborear a vida de forma singular. Descrevo-me através das palavras e dos versos que partilho com prazer e dedicação.

… Entre fios …

Não sei se são viagens
estes percursos que faço
ou se são paragens,
momentos que desfaço
ao tricotar pensamentos,
criando, por vezes, um emaranhado de fios
que se fixam na memória
numa teia que bloqueia
não só a passagem da luz
como afasta o silêncio,
esse ponto que nos conduz
vivos pela vida.

Não sei se são viagens que faço
por todos os momentos que passo,
mas neste costurar de pensamentos
há sempre fios que se soltam,
talvez sejam atalhos
a unir a razão e a emoção
ou simplesmente pontos de abrigo
para albergar o coração.

Procuro o tempo

Procuro o vagar
O soar lento do tempo
O respirar pausado
Despido de fadiga.

…Procuro o vagar
Para não ter de correr de mim
Nem deixar fugir a vida antes do fim.

…Procuro o tempo devagar
Para não sentir os dias cansados
E não seguir por caminhos apressados.

…Procuro devagar…

Este meu jeito de Ser

Persegue-me este meu jeito
que se esconde e se mostra
sorri sem preconceito
respeitando este meu modo de ser
imperfeito, mais que perfeito,
que segue sempre comigo
inteiro,
desde o amanhecer até ao entardecer.

E, no espaço que sobra em mim,
escuto e escrevo silêncios
que me saem do peito
e assim toco na vida,
inspiro a felicidade para dentro de mim
vestida com este meu jeito…

Comemorando-se hoje o dia Internacional da Mulher, senti vontade de voltar a partilhar este poema e aproveitar para desejar a todas as mulheres um dia feliz.

O que será?

Será a madrugada a inocência das noites
ou o ventre onde habita a paixão
e alimenta o pernoitar dos desejos
que se desnudam
na luz clandestina,
onde o amor se prende à vida
e os corpos se libertam
até o dia voltar a nascer?

Será a madrugada,
ou o amor simplesmente a acontecer?