
O coração aquece
Quando o calor das palavras
Se entrelaça nos corpos frios
E os passos em volta de um olhar
Fazem o amor fervilhar
Na junção terna dos feitios
Que se deixam abraçar…

Era para ser…
Como um jardim em flor
A lua e o seu fulgor
Como as estrelas a brilhar
O vento forte a soprar.
Era para ser…
Um rosto vestido de beleza
Num andar meigo e de subtileza
Um lugar de aconchego
Onde os corpos respiram sossego.
Era para ser…
Vida na vida de alguém
Com vontade de ir longe e mais além
A tempo e com tempo de se dar
Ser casa onde o coração se deixe repousar.

Aninha-se o amor no mesmo teto
Abre-se a porta à família a ao afeto
Há uma luz que liga as emoções
Em redor de uma mesa cheia
Estão as histórias que aquecem os corações.
É tempo de tranquilizar o tempo
De desembrulhar a vida como presente
Deixar as palavras brilhar
Dar aos sonhos espaço para esvoaçar
Olhar para o amor com vontade de amar.
Que as palavras esvoacem
E o mundo inteiro abracem…
A todos um Feliz Natal!
MasticadoresBrasil Editor: Miriam Costa & Hang Ferrero
Por: Fernanda Leal
https://wordpress.com/home/essenciadapoesia.wordpress.com

E o tempo passa aceleradamente
E a saudade fica lentamente
Entre o vazio e a dor que ainda vence
Nada preenche o espaço que te pertence.
Somos feitos de vida para a vida
Remendo os dias para saciar a tua partida
Tantas vezes o corpo é uma colorida fachada
De uma sombria tristeza albergada.
Não há palavras que curem uma despedida
Há momentos que cicatrizam a ferida
A raiz do nosso amor não deixará de crescer
Para mim o teu sorriso jamais irá falecer!

Há dias em que as palavras não saem
Fecham-se dentro de mim
O silêncio atravessa as paredes da casa
E aloja-se no coração
Soa um vazio estranho
Uma espécie de solidão,
Talvez por ser outono
O corpo se agasalhe da chuva e do frio
E entre em estado de hibernação,
Neste fechar de tempo
Onde as palavras e as horas me traem
As folhas vagueiam soltas
Despidas,
E os poemas ficam ao abandono,
Talvez por ser outono…

E o tempo passa aceleradamente
E a saudade fica lentamente
Entre o vazio e a dor que ainda vence
Nada preenche o espaço que te pertence.
Somos feitos de vida para a vida
Remendo os dias para saciar a tua partida
Tantas vezes o corpo é uma colorida fachada
De uma sombria tristeza albergada.
Não há palavras que curem uma despedida
Há momentos que cicatrizam a ferida
A raiz do nosso amor não deixará de crescer
Para mim o teu sorriso jamais irá falecer.
Para ti,
Querido irmão.

São as cores da terra a tocar o céu
O sol a despir o véu
Para descer a encosta e pintar o vinho
Que lhe dará cor e nome
Enquanto o vento acena os barcos que passeiam no rio
Só os pássaros quebram o silêncio
E o olhar descansa
No corpo que já se deixou embalar
Nesta paisagem que mais parece uma moldura
Que até o pensamento transfigura
No tempo que se sente pausar
Tal é o ponto de pureza
Presente na beleza
Onde nos sentimos repousar
…Douro…