Era para ser…

Era para ser…
Como um jardim em flor
a lua e o seu fulgor
como as estrelas a brilhar
o vento forte a soprar.

Era para ser…
Um rosto vestido de beleza
num andar meigo e com subtileza
um lugar de aconchego
onde os corpos respiram sossego.

Era para ser…
Vida na vida de alguém
com vontade de ir longe e mais além
a tempo e com tempo de se dar
ser casa onde o coração se deixe repousar.

Inverno

É a chuva que escorre pelo inverno
dando aos dias uma solidão molhada,
pousa no rosto um ar frio e sombrio
enquanto o corpo procura uma vida agasalhada,
uma luz acesa e iluminada
onde os sonhos não deixem de crepitar
e o amor continue a habitar.

…Ainda que o inverno esteja para ficar…

Feliz Natal!

Aninha-se o amor no mesmo teto
abre-se a porta à família e ao afeto
há uma luz que liga as emoções
em redor de uma mesa cheia
estão as histórias que aquecem os corações.

É tempo de tranquilizar o tempo
de desembrulhar a vida como presente
deixar as palavras brilhar
dar aos sonhos espaço para esvoaçar
olhar para o amor com vontade de amar.

Que as palavras esvoacem
e o mundo inteiro abracem…

A todos um Feliz Natal!

Entre o tempo e a saudade…

Miriam Costa's avatarMasticadoresBrasil Editor: Miriam Costa & Hang Ferrero

Por: Fernanda Leal
https://wordpress.com/home/essenciadapoesia.wordpress.com

Foto por Markus Spiske em Pexels.com

E o tempo passa aceleradamente
E a saudade fica lentamente
Entre o vazio e a dor que ainda vence
Nada preenche o espaço que te pertence.

Somos feitos de vida para a vida
Remendo os dias para saciar a tua partida
Tantas vezes o corpo é uma colorida fachada
De uma sombria tristeza albergada.

Não há palavras que curem uma despedida
Há momentos que cicatrizam a ferida
A raiz do nosso amor não deixará de crescer
Para mim o teu sorriso jamais irá falecer!

View original post

Num fechar de tempo…

Há dias em que as palavras não saem
fecham-se dentro de mim,
o silêncio atravessa as paredes da casa
e aloja-se no coração,
soa um vazio estranho
uma espécie de solidão.

Talvez por ser outono
o corpo se agasalhe da chuva e do frio
e entre em estado de hibernação
neste fechar de tempo,
onde as palavras e as horas me traem.

As folhas vagueiam soltas
despidas,
e os poemas ficam ao abandono
talvez por ser outono…

Entre o tempo e a saudade

E o tempo passa aceleradamente
e a saudade fica lentamente
entre o vazio e a dor que ainda vence
nada preenche o espaço que te pertence.

Somos feitos de vida para a vida
remendo os dias para saciar a tua partida
tantas vezes o corpo é uma colorida fachada
de uma sombria tristeza albergada.

Não há palavras que curem uma despedida
há momentos que cicatrizam a ferida
a raiz do nosso amor não deixará de crescer
para mim o teu sorriso jamais irá falecer.

Para ti,
querido irmão

___Traço Contínuo___

Sou um pouco da estrada
que se alonga sem se perder
que cede caminho se assim o entender
de consciência calada
leve e sossegada,
sem pressa de chegar
ao fim do lugar.

Sou um pouco da estrada
onde um traço contínuo
conduz o tempo de vida
e o caminho se desfaz em nada…

Interrogações

Interrogo-me constantemente
ao ponto de não existirem pontos
nem linhas tecidas em afirmações
apenas interrogações
incertezas.

Tenho, porém, consciência
das emoções presentes
que dão sentido à minha vivência
na certeza de me quererem mostrar
que não passam de contradições…

…Entre as colinas…

São as cores da terra a tocar o céu,
o sol a despir o véu
para descer a encosta e pintar o vinho
que lhe dará cor e nome.

Enquanto o vento acena,
os barcos passeiam no rio
e os pássaros quebram o silêncio
no olhar que descansa
por entre o corpo que se deixou embalar
nesta paisagem que mais parece uma moldura,
que até o pensamento transfigura
no tempo que se sente pausar,
tal é o ponto de pureza
presente na beleza
onde nos sentimos repousar.

…Douro…