Ser

ser

Na incerteza de estar certa serei breve
As palavras foram caindo ao de leve
O sonho foi-se perdendo de mim
A alma desprendeu-se do corpo sem fim.

O sentimento baloiça desorientado
Tal como o sentido desalinhado
Não aprendi a ser o que não sou
A fingir o que sinto e onde estou.

O pensamento refugia-se na essência
Na verdade que mora na minha consciência
Nada mais me importa que a identidade
Do ser que desperta em mim felicidade.

Natal

natal

Como brilham as estrelas
O olhar irradia magia
Que nos transporta e contagia
Para um mundo de sonhos e fantasia.
Vamos cumprir a tradição
Unir o mundo num abraço
Diminuir a distância e o espaço
Fazer das palavras a ponte da união.
Acendem-se as luzes
Com beleza ilumina-se a alma
Entre as cores e o brilho deduzes
Que o momento é de paz, amor e calma.
Vamos oferecer um sorriso
De alegria rechear o coração
Quebrar o silêncio em riso
Desembrulhar o Natal com paixão.
O frio torna-se aconchegante
Entre crianças, família e amigos
Não haverá presente mais gratificante
Que o valor dos afetos vivo e constante.
É tempo de ser e saber dar
De uma mensagem de amor partilhar
É meu e teu, é de todos este Natal
Sejam felizes, também nesta época especial.

Amor

flor

Agora mesmo eu sinto amor
Desfolhei o meu coração em flor
Saltei para o palco sem pudor
Representei para ti com todo o meu furor

Agora mesmo eu agarro na tua mão
Prendo-me nos teus braços de paixão
Silencio as palavras na escuridão
Entrego o meu corpo à atração

Agora mesmo sufoco o meu respirar
Ansiosa pelos teus lábios me beijar
Inundo os meus olhos no teu olhar
Deixo o teu corpo no meu tocar

A tudo isto eu chamo amor
Agora, talvez um dia
A vida a dois tem mais sabor
E a teu lado mais alegria

Plantei uma árvore…

arvore

Plantei uma árvore
Dei-lhe o nome de felicidade
Está no cimo da colina
No alto da liberdade
Onde o céu olha pela terra
E a terra deixa saudade.
As suas folhas são vistosas
Entregues ao movimento
Que vai e vem do vento
E as torna ainda mais sedosas.
Os olhos prendem-se ao sossego
Ao respirar de tranquilidade
Ao conforto do aconchego
À procura da felicidade!

Sem abrigo

escuro

Estava escuro
O olhar penetrava em vultos
Que vagueavam entre tumultos
Em sussurros mudos
Em gritos absurdos
Dispersos no olhar vazio e obscuro.
Estava frio
O rosto mergulhado em indiferença
Ausente de sentimento e de crença
Esfriavam-se os sentidos
Multiplicavam-se os ruídos
Num corpo desfeito e sem brio.
Sozinho e triste
Em gestos contidos
Em sonhos perdidos
Não encontra um amigo
Roubaram-lhe o abrigo
Em silêncio desiste…

O Mar

o mar

Imensidão azul
Visão que se perde no infinito
Pensamento que flutua aflito
À deriva entre o norte e sul
Pela busca de algo imaginário
Desconhecido no teu abecedário.

Horizonte perdido entre o céu e a terra
Reflexo de vida na maré inconstante
Procura de algo ausente e distante
Consciente que se perde e se erra
Tantas vezes a minha alma navega
Até encontrar quem a sossega.

O além de outros tempos
Riqueza, poder e fama
Tesouro escondido que ninguém reclama
Entre mitos, lendas e passatempos
Estão os piratas fortes e destemidos
Que até hoje mergulham nos teus bramidos.

Calmo e sereno
Forte e turbulento
Quantas vidas deitadas ao relento
Na busca de encontrar o amor pleno
És Confidente de amor e paixão
Para muitos uma fonte de inspiração.

Incógnita a decifrar
Segredos guardados no teu abismo
Junto das sereias e em profundo misticismo
Sentes os queixumes no seu ondear
Enquanto reflete o brilho fulgente
No paraíso perfeito e ardente.
O Mar!

Mundo Cruel

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Este mundo não é o meu
Mas dizem que é nosso
Como é frágil e como adoeceu
Quero voltar ao meu mundo
Mas dizem que não posso.
Vivemos em sociedade
Em países civilizados
Entre doutores, políticos e magistrados
Com excesso de poder e mediocridade.
Invadidos por culturas extremistas
Entre assassinos e também terroristas
Estão os que se nomeiam heróis por lutar
E por quantos mais inocentes matar.
Este mundo proíbe-nos de sonhar
Somos reféns da ignorância
Do fracasso e da intolerância
Das atitudes de repugnância
Manifestadas em atos de violência
Neste mundo de demência.

#PrayForParis

Saudade

pedrasEstás Perto
Mas longe de mim
Sinto o coração em aperto
Pela distância que não tem fim.
Sinto falta do teu olhar
Das tuas mãos acariciar.
Não encontro o teu sorriso
Não ouço o som da tua voz
Mergulho num mundo vazio e atroz.
Sinto o corpo frio
Faz-me falta o teu abraço
O deitar no aconchego do teu braço.
Quero-te aqui, só para mim
Sinto saudades de estar contigo
Quero-te aqui, até ao fim….

Quero Ser

teaDescobri que o tempo voa
Não acompanho a sua velocidade
Aproveito as asas do vento
Para até ti chegar a minha cumplicidade.

Quero ser a estrela do teu sonho
O sorriso do teu amanhecer
A fragrância que te envolve os sentidos
Num beijo de desejo e prazer.

Não quero desperdiçar em lágrimas
O tempo que se traduz breve
Quero ser a chama da tua essência
A luz que te guia suave e leve.

Não quero colecionar memórias
Que o tempo já fez esquecer
Quero antes ilustrar os teus dias
Partilhar o sonho que me faz viver.

Quero ser a magia do teu segredo
O manto que te aquece o coração
A melodia que dita o enredo
Na loucura das noites que vivemos com paixão.

Em desalinho

dark road

Já não sei o que sinto
Já não sei o que é sentir
Tenho as mãos vazias
O corpo preso à dormência
A dor que se apodera da minha existência.

Vagueio por um caminho já extinto
Perdida e em desalinho
Tenho o medo como companhia
O corpo rendido a uma falsa calma
Que me faz adormecer a alma.

Já nada me importa
Não sei se alguma vez me importei
Tenho o coração a sangrar
O corpo sem força de existir
A falência dos sentidos que me faz desistir.