
As palavras saem pela noite,
respiram silenciosamente,
como se fossem declamar um poema.
O céu abre-se para as acolher,
as estrelas cintilam em constelação
e a lua cresce ao deixar-se levar pela tentação
de ouvir as conversas que surgem na escuridão.
Sem ninguém saber,
todas as noites as palavras se reúnem,
receosas de perder o conteúdo,
de ficarem vazias e a memória morrer.
Respiram saudosamente
o tempo em que não precisavam de se recolher.