
Revisito um lugar,
não um lugar qualquer,
a memória.
Vejo o rosto que brincava
entre os passos
onde moravam todos os afetos.
A infância,
esse lugar inocente
onde se falavam todas as línguas,
onde cabiam todas as brincadeiras,
onde as portas estavam sempre abertas
ao tempo e para o tempo…
Hoje sinto que esse lugar se afastou.
Talvez pela idade,
não sei,
simplesmente na memória ficou…

