
Toco-te
Como se as minhas mãos
Fossem o respirar do teu acordar,
Alicerces
Para a tua vida segurar,
Presente mais que perfeito
Do verbo amar,
Como se fossem paz para o teu olhar
…Silêncios de arrepiar.

Toco-te
Como se as minhas mãos
Fossem o respirar do teu acordar,
Alicerces
Para a tua vida segurar,
Presente mais que perfeito
Do verbo amar,
Como se fossem paz para o teu olhar
…Silêncios de arrepiar.

Mais um dia que amanhece
Vestido com asas
Tanto aparece como desaparece
Com pressa de chegar
Onde a felicidade se deixa apanhar.
Mais um dia que anoitece
Despido ao luar
Tanto adormece como espairece
Com vontade de sonhar
Até encontrar um lugar para pousar.

Passo a passo
O corpo enleou-se no pensamento
A pele desnudou-se da essência
E por um breve momento,
Ao fechar os olhos
Vejo as palavras caírem
Sem firmamento
Ficando apenas a aparência
…Haverá dias feitos assim…

Hoje o silêncio não pousou em mim.
Ouço o gemido do corpo,
que balbucia sem fim,
receoso de ter sido esquecido.
Sente-se confuso e ferido,
abraçado ainda a uma réstia de esperança
de receber a tua tranquila tranquilidade,
de silenciares os ecos de tristeza
que pesam na minha leveza.
Quero-te dentro de mim,
silenciosamente.
Assim…

Alinhavo o olhar,
traço o sentido do coração,
costuro as linhas do tempo,
debruo, ponto a ponto,
o caminho que escolhemos caminhar.
Dou cor ao respirar,
como se estivesse a entrelaçar,
fio a fio,
o meu amor ao teu.
Assim nascem as palavras,
agarradas aos sonhos
que não deixam a vida parar.

Saudade,
Traz o vento pelos campos
Neblina de beijos
Desfolhando a terra
Voando na verdejante madrugada,
Que, após noite cerrada,
Traz no olhar a vontade
De ceifar a saudade
No corpo da sua amada.

E o silêncio trouxe
o murmúrio do mar,
o tanto que ele quer segredar
enquanto passa o tempo,
a ir e a voltar,
como se estivesse ainda a despertar.
A manhã nasce neste silêncio,
traz consigo a serenidade,
um respirar de frescura,
o abraço entre os pássaros
que afinam o chilrear,
o sorriso das flores a desabrochar,
o veludo das pétalas
como seda de uma pele prestes a tocar,
a fragrância que envolve o olhar
faminto por um beijo desejar.
Instantes que cobrem de encanto
o corpo acabado de acordar.
Entre o murmúrio do mar
e o silêncio da manhã a acontecer,
visto-me com gestos de simplicidade
Não sei mudar de moldura,
é este o ser do meu ser.

E das tantas vezes que abri a porta
Nunca o dia me atraiçoou com sua cor
Hoje balbuciou a tristeza de uma noite morta
Atingida por um pesadelo preso na dor.
Descortinou o tom acinzentado do céu
Assim que o relógio bateu na madrugada
Depressa estendeu a cor da manhã como um véu
Deu ao dia a rotina por todos nós esperada.
As horas percorriam o mesmo caminho
As cores assentavam no mesmo lugar
O dia ensoalheirou, mas suspirava sozinho
O quanto desejava poder a noite abraçar.
Vestem a cumplicidade de uma amizade
Exposta entre o amanhecer e o anoitecer
Entregam-se sem quebrar a liberdade
De dar aos anos, aos meses e aos dias, ser.
Nem sempre o dia é de alegria,
Mas felicita-nos com a sua companhia
Todos os dias se abre para o dia!

Importa sentir os beijos
Que caem na pele como desejos
Acordam a memória da alma
Revestem o corpo de calma,
Suavizam a vontade entre ir e ficar
Remédio que faz o coração sarar,
Palavras ditas com o olhar
Que os lábios deixam tocar.
São beijos!

Enquanto procurava a minha liberdade
O meu coração pulava de felicidade.
Sabia que tínhamos o mesmo destino,
Respirávamos a mesma paixão
Donos de uma grande emoção.
Contudo,
Por vezes, eu não lhe dava a devida atenção,
Ainda assim,
Nunca abdicou da sua dedicação
Ao viver dentro de mim,
Mostrando-me sempre a sua lealdade
Querendo que eu fosse feliz de verdade!
De coração…