
Escrevo
para preencher uma ausência,
uma folha em branco,
um grito fechado no meu coração.
Escrevo
para emparelhar a inquietação
das perguntas
presas na garganta.
Escrevo
para encontrar silêncio
dentro do meu ruído.
Para procurar sentido
na imperfeição das palavras
que não pronuncio.
Escrevo
porque, enquanto escrevo,
encontro lucidez na minha voz.