
O dia amadurece
como sendo um fruto,
um rosto que envelhece,
semente deitada à terra,
colheita que a terra nos oferece.
As horas rodeiam a vida
e a natureza não fica esquecida.
Abre mão à ceifa,
que leva consigo o verão
e, num sopro, traz o vento,
debulhando o grão da nova estação.
Entre as folhas caídas
e as árvores que ficarão despidas,
o olhar permanece
atento ao desnudar
que no outono acontece…