Entre Corpos

rosa1

Perdi-me em teus braços
No vermelho forte do veludo
No toque suave do acariciar
Na ousadia de cada pétala
Que pousa no meu corpo mudo
Despido pelo teu olhar.
Prendo-me aos teus beijos
Ao desejo que me consome
Ao aroma que a tua pele deixa mim
Ao deslizar sedoso das tuas mãos
No saciar da minha sede e fome
Na fusão dos corpos no roseiral do jardim.

Amor

flor

Agora mesmo eu sinto amor
Desfolhei o meu coração em flor
Saltei para o palco sem pudor
Representei para ti com todo o meu furor

Agora mesmo eu agarro na tua mão
Prendo-me nos teus braços de paixão
Silencio as palavras na escuridão
Entrego o meu corpo à atração

Agora mesmo sufoco o meu respirar
Ansiosa pelos teus lábios me beijar
Inundo os meus olhos no teu olhar
Deixo o teu corpo no meu tocar

A tudo isto eu chamo amor
Agora, talvez um dia
A vida a dois tem mais sabor
E a teu lado mais alegria

Quero Ser

teaDescobri que o tempo voa
Não acompanho a sua velocidade
Aproveito as asas do vento
Para até ti chegar a minha cumplicidade.

Quero ser a estrela do teu sonho
O sorriso do teu amanhecer
A fragrância que te envolve os sentidos
Num beijo de desejo e prazer.

Não quero desperdiçar em lágrimas
O tempo que se traduz breve
Quero ser a chama da tua essência
A luz que te guia suave e leve.

Não quero colecionar memórias
Que o tempo já fez esquecer
Quero antes ilustrar os teus dias
Partilhar o sonho que me faz viver.

Quero ser a magia do teu segredo
O manto que te aquece o coração
A melodia que dita o enredo
Na loucura das noites que vivemos com paixão.

Viajo

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No tempo, na simplicidade do meu ser,
Sinto o caminho livre, vejo o sol, o céu e as nuvens…
Ao longe avisto o horizonte
Quero ir, quero ficar
Corro, quero sentir…
Amor
Vejo o luar, sinto a brisa, na escuridão sonho contigo,
Feliz, conto as estrelas
Convido-te a viajar comigo…
No tempo, no acariciar do meu corpo,
Num abraço apertado
Num beijo profundo.
Gosto,
De te ver, de te sentir, de contigo ir,
De contigo ficar…
AMO-TE!

Cai a noite

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Cai a noite
Brilha a lua na escuridão
No silêncio dos sentidos
No refúgio da solidão
Não só, mas sozinha
Relembro os momentos vividos
No diário da nossa união.
Há momentos a esquecer, dias difíceis de reviver
A autenticidade está na capacidade de escolher,
Pois entre o perder e o vencer
Está a felicidade de querer viver.
Quero ver o novo dia nascer
Deixar penetrar a luz do amanhecer
Sentir a penumbra desaparecer.
Convidar o sol a entrar
Mergulhar no conforto que é acordar
E a teu lado poder estar.
É dia, vamos festejar
A emoção e a vontade de partilhar
O quanto é bom amar!