Fui indicada para “The versatile blogger award”

sem nome

Recebi com agrado esta agradável surpresa! Desde já muito obrigada Alda M S Santos do blog vidaintensavida.wordpress.com
Aceito este desafio “ The versatile blogger award”, pois é um enorme prazer partilhar convosco algo que me satisfaz e me preenche.
Aprecio o que escreve e é com muito gosto que sigo o seu blog, não poderia nunca deixar de a nomear, ainda que para si já não seja novidade. Parabéns pelo seu trabalho!

Seguindo as regras:
– Indicar outros blogs para o prêmio Versatile Blog Award
– Escrever 7 coisas sobre si no final do post
– Dessa maneira os indicados contribuem com a premiação e reconhecem os blogues que estão se destacando pelo conteúdo interessante na blogosfera. Os indicados devem ser avisados por nós da indicação recebida.

Listo alguns dos blogs que considero interessantes, alguns deles descobri-os há pouco tempo, mas valem a pena seguir.

discretamente.wordpress.com
céliamoura.wordpress.com
escreversonhar.wordpress.com
ranchodoperegrino.wordpress.com
anadelourdes.wordpress.com
vidaintensavida.wordpress.com
sentidoemocional.wordpress.com
mochileirodopensamento.blog
bloguluicre.wordpress.com
andersonbdot.wordpress.com
poetadagarrafa.wordpress.com
ohfoisemquerer.wordpress.com
panografias.com.br
textosdepoesia.wordpress.com
desvaneiosdalua.wordpress.com

E falando um pouco mais de mim…

– Das muitas palavras que escrevo, ainda não dei a conhecer que trabalho como administrativa numa empresa ligada ao fabrico de calçado. É muito interessante descobrir o processo produtivo desta área e desenvolvi uma paixão enorme pelos sapatos. Tenho uma grande coleção, confesso!

– O meu blog surgiu como um presente do meu marido, achando que devia partilhar o que escrevia não só com ele, mas com outras pessoas. Tudo o que até então escrevia estava guardado na minha caixa de Pandora. Obrigada, Paulo, por esta ideia fantástica!

– Dou grande importância aos afetos, sou feliz com o meu marido e com o nosso filho, o Gonçalo, que é um bom menino.
Dividimos o nosso espaço com o Bart, o nosso cão, que é um grande mimalho.

– Descobri recentemente o gosto pela jardinagem. Funciona como uma terapia para mim, adoro tratar do meu jardim e cuidar das minhas flores e plantas.

– Vivo à beira mar numa recatada, mas inspiradora praia no norte de Portugal.

– Para além de caminhar bastante e das muitas caminhadas em família, também pratico cycling.

– Dedico algum do meu tempo à leitura dos poemas e textos dos blogues que sigo e aprecio descobrir novos escritores. É delicioso mergulhar em tanto talento!

Na expetativa de não quebrarem o desafio.
Desejo que fiquem bem!

Beijos e abraços
Fernanda Leal

Viagem

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Tão depressa avanço como recuo
Por vezes perco-me no trilho
Até recuperar o sinal de orientação
Aquele que me dita o sentido
E dá voz ao coração.
Tenho o corpo vestido de vida
E enfeitado de sonhos
Faço dos dias uma viagem
Para descobrir quem sou
E para onde vou.
Cada estação é local de paragem
Sacudo o cansaço e respiro o silêncio
Que o olhar absorve de cada paisagem.
Não existe longe
Quando a razão dita a distancia
No brilho de cada amanhecer
E na crescente vontade de viver.
O longe se torna perto
O caminho liberto
No esculpir de cada palavra
Tatuo a minha marca
Não só do meu caminhar
Como da força do amor
Que me faz continuar…

Importa viver

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Mais um dia a começar
Atado ao anterior por acabar
Já conheço de cor as horas
Mesmo sem as contar.
O que resta de mim
Nestes dias vulgares
Aos gestos repetidos
Que caem num vazio doentio
Capaz de suspender o tempo
Onde só o silencio desperta
Esta triste realidade
Deixando cair a vontade
De ter algo para oferecer.
Não resta mais que enfeitar a sombra
De um corpo já cansado
Que apesar de não ser velho
Tomba de tão inocente ser
E de tantas vezes provar
O sabor amargo de sofrer.
Visível a fadiga que me lavra o rosto
Nas tatuadas cicatrizes de desgosto
Não aprecio simpatia tecida em hipocrisia
Não sei ser fachada colorida
Na terra que se tornou agreste e esbatida
Onde todos se olham sem se ver
E passam a acreditar no que fingem ser.
Tudo isto habita em mim
Porque, até então, não sabia ser assim
Hoje, vejo apenas o que quero ver
Silencio o que de mais parecer
Importa viver.

Confusão…

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De repente o olhar fica vazio
Mudo
Tudo é pálido e sem cor
O sorriso fica fechado
Sisudo
Opaco e sem valor
Em redor tudo desaparece
Não há gente
Não há como seguir em frente
Até o tempo parece que parou
Confuso
O que será que mudou?

Há momentos que tudo cansa
Até o próprio descanso
Tantas vezes fujo da agitação
Ansiando o sossego
O repouso da mente
O libertar da razão
Mas tudo muda rapidamente
Volta o desassossego
A azafama da multidão
Não há como seguir em frente
Tanta é a confusão.

Também não sei se quero ir
Nem tão pouco se quero ficar
O corpo está do avesso
Sinto a alma a doer
O coração a esmorecer
Já nem sei se me conheço
Se é na quietude que me aborreço
Ou no receio de a perder.

Memórias…

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Na memória das memórias
Habitam pedaços de histórias
Traços que tracei
Laços que atei
Vitórias que conquistei.

… Fragmentos de momentos
Tristeza pelos dias cinzentos
Alegria pelos talentos
Pelas passadas de sucesso
Entre outras de retrocesso.

Na memória das memórias
Está tatuada a saudade
De conversas inacabadas
Estilhaço de gargalhadas
Lembranças jamais apagadas.

… Alojamento de pensamentos
Alguns pelo tempo presente
Outros de um passado já ausente
Permanecem ou esmorecem
Pelo valor e espaço que merecem.

… A memória
É um encaixe de ideias
Uma esponja de sentimentos
Uma triagem que marca uma viragem
Para seguir em frente na nossa viagem.

Um lugar

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Eu sei que há um lugar
Onde a brisa espalha sorrisos
Onde o mar se junta a nós
Onde os poemas calam a voz
Onde o tempo tem tempo
Para a vida e para nós.

Eu sei que há um lugar
Onde as palavras são encantadas
Onde as flores são perfumadas
Onde a razão é sensata e não desfaz
O que o coração sente e faz.

Eu sei que há um lugar
Onde se cresce em liberdade
Onde se respeita a identidade
Onde nada é perfeito
Mas vives sem preconceito.

Eu sei que há um lugar
Onde o silêncio soa a melodia
Onde se diz boa noite e bom dia
Onde envelheces em paz
E os sonhos não ficam para trás.

Eu sei que há lugar nesse lugar
…..Ou estarei simplesmente a vaguear?

Parte de mim…

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Quando o brilho dos meus olhos se apagar
E a minha mão na tua já não tocar
É porque embarquei para outro lugar
Onde só o silêncio se consegue escutar.

Não deixes que o meu corpo perdido
Te entristeça ou te deixe deprimido
Dedica-te à vida, não te dês por vencido
Sabemos que o nosso amor fez sentido.

Não albergues no teu coração a saudade
Ela será uma sombra na tua felicidade
A tua caminhada ainda não terminou
Pelo caminho ficou alguém que te amou.

Muitos foram os poemas que te escrevi
Felizes os momentos que contigo vivi
Guardo-os em mim
Agora que parti…

Desassossego

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Decidi interromper a inquietude
Que me visita sem a convidar
Rouba-me espaço e por vezes desilude
Como se fosse um corpo por habitar.

Repouso o meu olhar cansado
Agoniado pelas lágrimas sufocadas
Na alma as promessas de um passado
Memórias que o coração tem gravadas.

Estremeço com o grito da solidão
Que me desperta deste lugar escuro
Acordo a tempo de mudar de direção
Despejar a dor e partir para um lugar seguro.

Recordo a minha imagem sorridente
Envolta de um corpo em liberdade
Traduz o sossego de um tempo presente
Aliado ao meu conceito de tranquilidade.

Na minha aldeia

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É dia de festa na minha aldeia
Repicam os sinos, a praça está cheia
Todos trajam os fatos de domingo
Desfilam arrojados para a plateia.

Sai a procissão do adro da igreja
Em cortejo por entre a multidão
Seguem os crentes em oração
Entre os que ficam sem devoção.

As mulheres cumprem as promessas
Os homens apreciam as travessas
Servidas nas tascas com petiscos
Onde bebem uns copos e ficam ariscos.

Regresso com saudade à minha infância
Ao dia de festa na minha aldeia
Outrora vivida com pompa e circunstância
Hoje festeja-se sem grande importância.

Ainda recordo a alegria desta tradição
O vestido novo feito para esta ocasião
O carrossel que girava em contramão
Memórias que me preenchem o coração.

Despedida

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Talvez esteja de partida, ainda não sei
Procuro ser bem acolhida
Numa terra desconhecida
Sem memórias, por onde nunca passei
Talvez seja um sonho, eu sempre sonhei
Tantas vezes converso com o tempo
Ainda hoje lhe perguntei
Como amainar a despedida
E preparar o coração para uma nova investida.
Já sinto o silêncio apoderar-se do corpo
A mente a inventariar os sentidos
Tudo é opaco em meu redor
Os sonhos foram caindo, perdidos
Não sei se fico, talvez não
É hora de sacudir os murmúrios
Sentir que tudo não foi em vão
Talvez um dia te encontre ou não…