
Pergunto-me se será o amor
com quem o coração se embrulhou…
as horas continuam a passar pelo corpo
mas ele simplesmente desacelerou.
Será que a paixão se vestiu de amor
e por lá ficou?

Persegue-me este meu jeito
que se esconde e se mostra
sorri sem preconceito
respeitando este meu modo de ser
imperfeito, mais que perfeito,
que segue sempre comigo
inteiro,
desde o amanhecer até ao entardecer.
E, no espaço que sobra em mim,
escuto e escrevo silêncios
que me saem do peito
e assim toco na vida,
inspiro a felicidade para dentro de mim
vestida com este meu jeito…
Comemorando-se hoje o dia Internacional da Mulher, senti vontade de voltar a partilhar este poema e aproveitar para desejar a todas as mulheres um dia feliz.

Movido pela liberdade,
o amanhecer rodopiou
depressa o sol despertou
e mapeou todos os sentidos
como se fosse um guardião do dia,
iluminou todas as sombras
e deu voz aos olhares que se abrem,
às conversas dos pássaros
à dança das flores
ao acenar das palavras
ao desfolhar de pensamentos
ao voar e pousar
às escolhas de cada caminhar
no dia a dia de cada acordar…
O sorriso amanheceu
depois de se espreguiçar,
abriu a janela para o sol entrar,
sacudiu o corpo
e de braços abertos agradeceu
o silêncio que o dia lhe trouxe
e as horas que o tempo tem para lhe dar.
De olhos postos em mim,
vestiu-me o rosto
e ensinou-me a apreciar
a simplicidade de ver o dia a começar,
oferecendo um sorriso
aos sorrisos que irei ou não encontrar…